Birras, choro intenso, dificuldade para dormir ou regressões no comportamento não são manha, são pedidos de ajuda.
Essas manifestações costumam gerar dúvidas e inseguranças nas famílias. Muitos pais e mães se perguntam se é falta de limite, birra ou apenas uma fase.
Mas, na maioria das vezes, o comportamento infantil é uma forma legítima de comunicação emocional.
Crianças não fazem manha, elas expressam o que sentem da única forma que conseguem.
Diferente dos adultos, as crianças ainda estão aprendendo a reconhecer e nomear emoções. Elas não conseguem dizer que estão ansiosas, frustradas, inseguras ou sobrecarregadas.
Por isso, o corpo e o comportamento falam por elas.
O choro, a birra e a agitação não são problemas em si, são sinais de que algo precisa de atenção.
Mudanças no comportamento infantil podem estar relacionadas a diversos fatores emocionais e ambientais, como:
alterações na rotina
O comportamento infantil funciona como um termômetro emocional. Ele sinaliza quando algo está fora do equilíbrio.
Crianças que se sentem seguras, acolhidas e que vivem em ambientes previsíveis tendem a se organizar melhor emocionalmente. Já aquelas que se sentem pressionadas, assustadas ou incompreendidas reagem com desorganização.
Isso não é falta de educação. É uma resposta emocional.
A criança aprende a se regular emocionalmente por meio do adulto que cuida dela. Quando o adulto consegue manter a calma, acolher e oferecer previsibilidade, a criança encontra segurança para se reorganizar.
Isso não significa ausência de limites.
Significa limites com respeito, empatia e consistência.
Acolher não é ceder.
É ensinar.
Falar sobre saúde mental infantil é falar de prevenção.
Cuidar das emoções desde cedo contribui para a formação de adultos mais seguros, confiantes e saudáveis.
Campanhas como o Janeiro Branco reforçam a importância de olhar para a criança como um todo, corpo, mente e emoções.
Cada criança é única. Algumas precisam de mais tempo, outras de mais previsibilidade, outras de menos estímulos.
Isso é ainda mais essencial quando falamos de crianças neurodivergentes, que sentem o mundo de forma mais intensa e precisam de um atendimento preparado, respeitoso e seguro.
Na De Mãe Para Mãe, acreditamos que o comportamento infantil não deve ser rotulado — deve ser compreendido.
Nosso cuidado é baseado em:
Porque quando a criança se sente segura, o comportamento muda.
E quando a família se sente apoiada, tudo fica mais leve.
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