Birras, choro intenso, dificuldade para dormir ou regressões no comportamento não são manha, são pedidos de ajuda.
Essas manifestações costumam gerar dúvidas e inseguranças nas famílias. Muitos pais e mães se perguntam se é falta de limite, birra ou apenas uma fase.
Mas, na maioria das vezes, o comportamento infantil é uma forma legítima de comunicação emocional.
Crianças não fazem manha, elas expressam o que sentem da única forma que conseguem.

Crianças sentem emoções, mas ainda não sabem explicá-las

Diferente dos adultos, as crianças ainda estão aprendendo a reconhecer e nomear emoções. Elas não conseguem dizer que estão ansiosas, frustradas, inseguras ou sobrecarregadas.
Por isso, o corpo e o comportamento falam por elas.
O choro, a birra e a agitação não são problemas em si, são sinais de que algo precisa de atenção.

O que pode estar por trás das birras e regressões?

Mudanças no comportamento infantil podem estar relacionadas a diversos fatores emocionais e ambientais, como:
alterações na rotina

  • excesso de estímulos
  • insegurança emocional
  • medo, cansaço ou frustração
  • dificuldade de adaptação a novos ambientes
  • sensibilidade sensorial (especialmente em crianças neurodivergentes)
  • Quando olhamos apenas para o comportamento, sem investigar a causa, o pedido de ajuda da criança continua sem resposta.

O comportamento infantil é um termômetro da saúde mental

O comportamento infantil funciona como um termômetro emocional. Ele sinaliza quando algo está fora do equilíbrio.
Crianças que se sentem seguras, acolhidas e que vivem em ambientes previsíveis tendem a se organizar melhor emocionalmente. Já aquelas que se sentem pressionadas, assustadas ou incompreendidas reagem com desorganização.
Isso não é falta de educação. É uma resposta emocional.

A importância do adulto emocionalmente regulado

A criança aprende a se regular emocionalmente por meio do adulto que cuida dela. Quando o adulto consegue manter a calma, acolher e oferecer previsibilidade, a criança encontra segurança para se reorganizar.
Isso não significa ausência de limites.
Significa limites com respeito, empatia e consistência.
Acolher não é ceder.
É ensinar.

Saúde mental infantil começa no cuidado diário

Falar sobre saúde mental infantil é falar de prevenção.
Cuidar das emoções desde cedo contribui para a formação de adultos mais seguros, confiantes e saudáveis.
Campanhas como o Janeiro Branco reforçam a importância de olhar para a criança como um todo, corpo, mente e emoções.

Atendimento infantil humanizado faz diferença

Cada criança é única. Algumas precisam de mais tempo, outras de mais previsibilidade, outras de menos estímulos.
Isso é ainda mais essencial quando falamos de crianças neurodivergentes, que sentem o mundo de forma mais intensa e precisam de um atendimento preparado, respeitoso e seguro.

Aqui, a criança é escutada antes de qualquer procedimento

Na De Mãe Para Mãe, acreditamos que o comportamento infantil não deve ser rotulado — deve ser compreendido.
Nosso cuidado é baseado em:

  • escuta ativa
  • respeito ao tempo da criança
  • atendimento humanizado
  • preparo da equipe para crianças neurodivergentes
  • acolhimento real das famílias

Porque quando a criança se sente segura, o comportamento muda.

E quando a família se sente apoiada, tudo fica mais leve.

Conteúdos que acolhem, informam e caminham com você na maternidade.

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